quinta-feira, 29 de abril de 2010

Caminho se Santiago

Nos próximos dias vou fazer, mais uma vez, o Caminho Português de Santiago. Espero mais uma experiência enriquecedora de despojamento e de caminhada em grupo. Esta peregrinação oraganizada pela ASSOCIAÇÂO DOS AMIGOS DO CAMINHO DE SANTIAGO DE VIANA DO CASTELO (www.caminhosantiagoviana.pt) mereceu a confiaça de 10 peregrinos de diferentes locais do país. Partiremos no próximo Sábado da Catedral de Viana do Castelo e chegaremos à Catedral do Santiago no Sábado seguinte. A caminho!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

XIV - O que é um Sacramento?

Nos últimos encontros temos vindo a reflectir sobre a inserção do cristão ou do crente numa comunidade concreta que celebra o Domingo, no fundo, que celebra e orienta a fé. Fé que temos e vivemos no Deus de Jesus Cristo, no Deus que é e que nos revela (mostra e apresenta) Jesus. No entanto, nós temos tendência para nos questionarmos e para questionarmos a nossa fé, se a vivemos de forma consciente, inquietante e transformadora. “Onde está Deus? Onde O encontraremos, para que o Seu amor, que nos parece tantas vezes silencioso e escondido, nos fale, e o rosto da Sua fidelidade se revele ao nosso coração inquieto? […] A estas perguntas, a fé da Igreja responde indicando-nos alguns eventos, nos quais a graça do Eterno nos é oferecida em gestos e palavras da nossa história: os sacramentos, lugares do encontro com Deus. Por isso é que conhecer e viver os sacramentos é tão importante para fazer a experiência do amor, revelado e dado em Jesus Cristo” [Bruno Forte, Introdução aos Sacramentos, p.15]. Sacramento O Sacramento está para além do que se vê (o que na nossa mentalidade técnico-científica é difícil de compreender). Por exemplo: um sacramento pode comparar-se, com as devidas diferenças, a um lençol freático que não se vê mas que alimenta as fontes e os rios. “Viver é ler e interpretar” [Arlindo Magalhães]. Na vida tudo tem leituras e significações e nós somos capazes de ler sinais do eterno no tempo. Destas leituras e significações entramos na linguagem sacramental. Sinal Toda a sociedade vive e produz símbolos através dos quais expressa a sua interioridade e decifra o sentido simbólico do mundo. O nosso tempo vive mais virado para o material do que para o símbolo mas ao mesmo tempo usa imensos símbolos. Precisamente o sacramento faz presente a realidade sagrada através de sinais. O sinal é uma realidade física ou material que aponta para uma realidade que está fora e além de si. ‘Onde há fumo há fogo’. O sinal do fogo é o fumo. E assim por aí adiante. Num sinal exitem duas realidades: o signo ou significante (sinal material) e o significado (o que representa). Para que isto funcione é preciso conhecer os sinais. Os sacramentos levam-nos a pensar realidades sagradas, através de sinais: água, pão e vinho, óleo, imposição das mãos … Símbolo Um símbolo é, no fundo, um sinal mas um sinal especial. O símbolo, um sinal conhecido, leva ao conhecimento de uma realidade desconhecida, mas uma realidade de outra ordem ou de outro nível. O símbolo exige a imaginação humana. O ser humano reage aos símbolos e cria símbolos. Exemplos: na cruz os cristãos vêem a morte e ressurreição de Jesus; foice e martelo indicam a ideologia comunista. O símbolo remete para o mistério. Mistério O símbolo remete para uma realidade que não se conhece. A uma realidade que não se conhece designamos por mistério. O mistério é algo que está velado, fechado mas que está lá; não se chega a ele pelo racional mas está presente e é verdadeiro. O mistério é da ordem do indizível. Chegamos ao mistério (Deus) através das Suas pegadas na criação. “O ‘mistério’ é uma espécie de pacto pelo qual Deus Se dirige ao homem no amor, entra na sua história e chama-o a edificar consigo o Seu projecto de salvação” (Bruno Forte). Revelação/Mediação Nomeadamente no plano religioso existem realidades que são mistério (estão com que escondidas por um véu). Assim, é necessário retirar esse ‘véu’ para ver o que ele esconde. Deus não é um Outro mas o totalmente Outro que dificilmente imaginamos e ainda menos conhecemos. No caso de Deus é Ele próprio que se revela, que tira o ‘véu’. A isto chamamos revelação de Deus. Deus mostra-se através ou por meio de (mediadores). Deus raramente se revela de modo directo mas através de uma pessoa ou de um acontecimento. A fé é uma resposta ao chamamento de Deus; chamamento que se ouve quando se procura. O que é um sacramento? No mundo existem realidades que estão entre o mundo humano e o mundo divino, realidades que deixam ver através ou para além delas. Assim a experiencia de Deus dá-se através de sinais ou de sacramentos. A experiência de Deus é sempre na experiência sacramental. O sacramento á parte deste mundo (imanente) que traz em si um outro mundo (transcendente). O Sacramento não tira a pessoa deste mundo mas indica-lhe outro mundo, atira-o para Deus. “A Palavra eterna entra nas palavras do tempo e o eterno acontecimento do amor adapta-se aos humildes acontecimentos do amor humano; nesse sentido, os sacramentos constituem a demonstração permanente da ternura e da compaixão do nosso Deus, e celebram a Sua misericórdia e o Seu perdão, a Sua condescendência para com a nossa pequenez e o desejo de nos tornarmos pratícipes da Sua vida divina” [Bruno Forte]. Palavra de Deus (Cf. Lc 24, 13-35) Questões: O que significam os Sacramentos na vida do cristão? Quais já recebeste/celebraste? Próximo encontro no dia 15 de Maio às 21h; [Texto realizado para Formação para a Celebração do Sacramento da Confirmação - Melgaço 2010]

sábado, 10 de abril de 2010

A Páscoa e o Amor!

Estamos quase a terminar o dia de Páscoa que se prolonga por oito dias (um dia que se celebra em oito dada a grandiosidade desse dia). Na Cruz de Cristo os cristãos vêem e sentem o amor de Deus (de Jesus para com o Pai e do Pai para com cada um de nós). No amor Cristo reina em cada um de nós porque 'Deus é amor' e nós fomos criados para o amor! "Se há em mim uma certeza inquebrantável, é precisamente a de que o mundo abandonado pelo amor é um mundo que está mergulhado na morte; mas que lá onde o amor perdura, onde o amor triunfa sobre tudo aquilo que pretende aviltrá-lo, a morte é definitivamente vencida" (Gabriel Marcel). Aprendamos a amar, a sair de nós e a partir ao encontro do outro ultrapassando a solidão e as incertezas da nossa identidade! Este é o nosso caminho humano ao encontro do divino! Uma Santa Páscoa

sábado, 27 de março de 2010

O 'Servo'

«O Senhor DEUS ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados. Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu aprenda como os discípulos. O Senhor DEUS abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei. Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam. Mas o Senhor DEUS veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria envergonhado" [Is 50, 4-7]. Este pequeno trecho do profeta Isaías é uma preciosidade! Um servo/discípulo tem como missão levar a esperança aos que estão abatidos; levar a luz ao que anda cambaleando nas trevas. A primeira possibilidade que lhe surgiu foi a de desistir mas foi capaz de resistir. A consequência de ter resistido foi o insulto moral e corporal. Quem resiste, quem se mantém fiel, quem confia sabe que Deus está do seu lado, a seu lado. Jesus encarna e concretiza esta profecia de Isaías; não fiquemos apenas a contemplar mas escutemos a Palavra de Deus e façamos dela uma tradução viva, a nossa existência. UMA SANTA SEMANA SANTA!

sexta-feira, 26 de março de 2010

XIII - O Domingo, Dia do Senhor, e a Eucaristia

O Domingo não é continuação do Sábado judaico ou um dia de descanso mas a sua origem está na Ressurreição de Jesus; na Eucaristia dominical nós celebramos ou fazemos memória e tornamos presente a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. DOMINGO Este dia tem cunho cristão, está marcado pela Ressurreição como podemos verificar nos Evangelhos (nomeadamente). O Domingo, do latim Dominica e no equivalente grego kyriaké, encerra em si o resultado da Ressurreição, pois por ela Jesus foi constituído Kyrios, Dominus, Senhor. Por esta razão desde as origens da Igreja o primeiro dia da semana foi distinguido dos outros, porque dia do memorial da Ressurreição, recebeu o nome de Dia do Senhor. As aparições de Jesus ressuscitado aos Apóstolos dão-se no Domingo quando Eles estão reunidos para recordar o dia da Ressurreição. Assim, o Domingo deve ser o dia por excelência da assembleia litúrgica que reforça a unidade da Igreja com Cristo ressuscitado. No Domingo devem os fiéis reunir-se para participarem na Eucaristia, ouvirem a Palavra de Deus recordarem a Paixão e Ressurreição de Jesus. O Domingo é o dia de festa, da alegria e do repouso. É evidente que existem muitos condicionalismos que podem por em risco o Domingo. As solicitações de índole desportiva, cultural, política ou social muitas vezes assumem o lugar primordial e o Domingo passou a significar o dia livre para essas actividades e não para celebrar o Dia do Senhor. Por outro lado a ideia do preceito dominical de ouvir missa é pobre e muito pouco esclarecido. No entanto sabemos que a celebração do Domingo como dia do Senhor e da Eucaristia vem desde os Apóstolos e das primeiras comunidades ao qual eles não falhavam porque reconheciam que como cristãos não podiam viver sem ele. O repouso dominical não é essencial à celebração do Domingo. Em muitos países em que se trabalha ao Domingo os cristãos antes de ir trabalhar celebram o Domingo como dia do Senhor, recordam e tornam presente a Ressurreição de Jesus. Muito do sentido do Domingo perdeu-se; será o Domingo que tem que se adaptar aos cristãos ou ao contrário como aconteceu no início? Certamente que passará por uma redescoberta do sentido do Domingo e por uma redescoberta do que se celebra no Domingo. “Domingo após Domingo, ela (a Eucaristia) é uma grande escola de vida, um encontro contagioso de amor. É nela que experimentamos a verdade da Boa Nova que aquece o coração: ‘Deus não nos ama porque somos bons e belos, mas torna-nos bons e belos porque nos ama’ (S. Bernardo) ” [Bruno Forte]. É na celebração dominical que nos descobrimos como povo de Deus, como assembleia crente, como comunidade celebrante. EUCARISTIA (acção de graças) A Eucaristia é dom de Deus, esse dom é Jesus Cristo que se oferece novamente como pastor bom e belo. A Eucaristia é, assim, encontro com Jesus Cristo que nos torna ou transforma em bons e belos. Na Eucaristia não recordamos apenas a Ressurreição de Jesus mas tornamo-la presente porque a Eucaristia recorda, actualiza e torna presente o mistério de Deus no meio da humanidade. Assim participar na mesa da Palavra e na mesa do Pão, celebrando a Eucaristia percebemos que fazemos parte do Corpo de Cristo e encontramos a necessidade de a celebrar a cada Domingo. Não se trata de uma necessidade imposta mas de uma necessidade originária e interior. Na Última Ceia Jesus deixa-nos um mandato: ‘Fazei isto em memória de Mim’. Os discípulos de Emaús reconhecem Jesus ao partir do pão. Na Eucaristia unem-se todos os dons e carismas da comunidade cristã. Cristo a todos une e unifica e a Eucaristia é fonte de toda a vida da Igreja e de toda a vida dos cristãos. A Eucaristia é escola de acção de graças, escola de esperança, escola de amor, escola de Cristo porque é Ele que se dá, é Ele que preside e é Ele que envia em missão os cristãos. PALAVRA DE DEUS “Quando chegou a hora, pôs-se à mesa e os Apóstolos com Ele. Disse-lhes: «Tenho ardentemente desejado comer esta Páscoa convosco, antes de padecer, pois digo-vos que já não a voltarei a comer até ela ter pleno cumprimento no Reino de Deus.» Tomando uma taça, deu graças e disse: «Tomai e reparti entre vós, pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira, até chegar o Reino de Deus.» Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória.» Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós» ” [Lc 22, 14-20]. “Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações. Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, o temor dominava todos os espíritos. Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum” [Act 2, 42-44] QUESTÕES: Que sentido tem para ti o Domingo? Celebras com alegria a Eucaristia? Poderá um cristão viver sem se encontrar com Cristo na celebração da Eucaristia (lembra-te dos teus amigos)? Próximo encontro no dia 17 de Abril às 21h; [Texto realizado para encontro de Formação para a Celebração da Confirmação - Melgaço 2010]

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dias mundiais

Nos últimos dias celebraram-se os dias mundiais do sono, da poesia, da água ... entre tantas outras temáticas celebradas durante o ano. Apetecia-me escrever sobre eles mas resisti à tentação até hoje. Saí de casa e encontrei pessoas a conversar sentadas ao sol; rodeadas de carvalhos giestas, uma fonte, umas belas 'alminhas' em granito queimado pelo tempo, parei a conversar. Falamos de muita coisa ao som do correr da água e dos chocalhos de animais ao longe. A conversa continuou e falamos até de coisas essenciais: a vida, a morte, a pobreza, a velhice, a juventude ... mas curiosamente foi sobre a morte que ouvi a expressão mais bonita: "eu nao tenho medo de morrer, até quero ir para junto dos meus". Vim embora por outro lado e estive a tirar fotografias a uma ponte que no declinar do sol se espelhava em beleza na água calma que corria. Assim sem dia mundial ou dias mundiais celebrei a poesia, a água e certamente que hoje vou dormir melhor porque mais calmo e relaxado. Os dias mundiais são positivos se provocarem algum efeito nas pessoas mas como nada interpela, nada convoca nem provoca são dias que passam sem sentido; fundamental é parar e pensar tudo para que possamos conduzir a nossa vida e não nos deixarmos conduzir sem sabermos para onde ir ou para onde não queremos ir. [Não coloco fotografias porque não consigo; não sei o que se passa!]

domingo, 14 de março de 2010

XII - O pecado, a conversão e a Reconciliação

“O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a recta consciência. É uma falha contra o verdadeiro amor para com Deus e para com o próximo, por causa dum apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. Foi definido como ‘uma palavra, um acto ou um desejo contrários à Lei eterna’” (CIC nº 1849). PECADO Como vimos na definição do Catecismo da Igreja Católica o pecado é tudo aquilo que nos separa de Deus e dos irmãos de forma livre e consciente. O cristão é chamado à comunhão e à identificação com Cristo. Mas a comunhão e a identificação com Cristo é um acto livre do ser humano para com Deus; o pecado é, precisamente, o romper da comunhão com Cristo. Deus dá-se continuamente a cada um de nós através de Jesus Cristo. Não acolher este ‘dom’ é não criar comunhão com Deus e por isso pecar. Todos nós de uma maneira ou de outra somos pecadores e sofremos as consequências do pecado na nossa vida. A comunhão com Deus tem que ser entendida na dimensão de filiação, todos nós somos filhos de Deus e habitação de mesmo Deus. O pecado desfigura esta filiação e corrompe a comunhão com o criador. Só quem entende e acolhe que é filho de Deus e morada de Deus é que sente que é pecador e infiel. Só na relação com Deus é que nos sentimos pecadores. Na Sagrada Escritura temos muitas histórias de pecadores mas, ao mesmo tempo, muitas histórias da misericórdia divina. Ao pecado do ser humano corresponde a misericórdia de Deus. É preciso sentir o pecado à luz da Aliança que Deus estabeleceu com o povo de Israel do qual nós somos herdeiros. O pecado pode adquirir realidades ou consequências exteriores mas é sempre ou parte sempre de uma realidade interior, do coração. Hoje em dia existe menos sentido do pecado porque existe menos relação com Deus (perdeu-se o sentido de Deus), ou melhor, porque se perdeu a noção de culpabilidade (a culpa é dos outros, da sociedade, da natureza, do ambiente, das estruturas, etc.) ou do sentimento de pecado. O pecado começa com o fechamento do ser humano sobre si próprio. O pecado não tem todo o mesmo índice de culpabilidade ou de gravidade. O pecado mortal é praticado livre, voluntaria e conscientemente. O pecado venial é da dimensão do hábito, das nossas fraquezas e limitações. O pecado da omissão, muito presente nas nossas vidas, é sempre que nós por preguiça ou por comodismo não fazemos o que devemos. Isto para enumerar algumas categorias de pecado. Importa perceber que o pecado não é só matar ou roubar mas que é tudo aquilo que mata ou rouba à nossa relação com Deus e com os irmãos. CONVERSÃO A conversão é uma mudança clara na aceitação e no acolhimento de Jesus Cristo e do Seu Evangelho. A conversão está intimamente unida à dimensão de penitência no contexto bíblico. Por exemplo: Jesus iniciou a sua vida pública depois de ter estado em penitência no deserto. A penitência não é algo exterior e penoso mas adesão clara e inequívoca, de todo o coração a Jesus Cristo. A penitência é entendida como tempo de preparação. A penitência ou a conversão é uma atitude de confiança e de entrega a Deus com simplicidade e humildade. É o acolhimento do Seu chamamento a segui-Lo. A adesão a Jesus Cristo manifesta-se através de atitudes e gestos. Na Quaresma os cristãos são interpelados a converter o coração ou a fazer penitência e em consequência fazerem oração, praticarem o jejum e a partilha (esmola). RECONCILIAÇÃO A penitência além de ser uma virtude ou uma acção de acolhimento da Palavra de Deus é um Sacramento – que designamos de Reconciliação e vulgarmente é conhecido por Confissão. A Reconciliação é o reconhecimento diante de Deus e de um sacerdote que está em nome de Deus para nos ouvir e invocar o perdão de Deus. No Sacramento da Reconciliação nós celebramos e acolhemos com alegria a misericórdia de Deus. O Sacramento da Reconciliação ou do perdão não é uma consulta de psicologia mas um encontro onde as pessoas podem ser aconselhadas na sua vida espiritual. Não se trata apenas de enumerar os pecados mas de fazer uma caminhada de crescimento espiritual. A confissão dos pecados é apenas uma das partes do Sacramento da Reconciliação. Confessar implica reconhecer para si próprio e diante de um padre que também é pecador mas que está ali em nome de Deus e é nome de Deus aconselha, que acompanha e que invoca a misericórdia ao mesmo Deus. PALAVRA DE DEUS “Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»” [Jo 20, 19-23] QUESTÕES: Que se diz sobre o pecado? Que se diz sobre o Sacramento da Reconciliação? Existe pecado? Em 15 linhas responde e diz o tu pensas sobre tudo isto. Próximo encontro no dia 27 de Março às 21h; [Texto realizado para encontro de formação para a celebração do sacramento da Confirmação - Melgaço 2010]